insira um título aqui

21.11.08

sobre natal e família e destruição

Parece um pouco querer se fazer de coitada, mas no caso, não é.
Eu nunca falo sobre isso, porque é incômodo. Mas porque eu teria toda essa porção de blogs se não para falar o que eu sinto/penso?
O fato é que em especial com o espírito natalino, o 'tal' espírito natalino, tudo lembra a família.
Ah, a família!
Essa insituição, bonita e amorosa.
Que eu não tenho.
Aquela coisa consituída de pai, mãe, e suas crias, e que vai se juntando quanto mais os anos passam, e adquirindo maiores números.
Família.
Deve ser legal.
Foi legal um dia. Mesmo com vó doente. Mesmo com crise e briga todo natal.
Existiu um dia.
Mas pessoas se vão, todos estão de passagem.
E quem não vai embora porque é hora, vai porque quer.
Eu fico.
Sem família. Com essa pcoisa desestruturada que me restou. Me segurando pra não ser fraca.
E dói, viu?
Àqueles que reclamam de ter que passar o Natal e etc com primos e tios chatos, eu digo que eles não gostariam de estar no meu lugar, sem perspectivas para esse ano. Ou o próximo.
Eu fui perdendo o tal espírito natalino aos poucos.
Antes eram todos, até minha avó morrer. E então, viagens substituíram o natal, mas ainda tinha amor.
Agora nem isso mais.
É entendível o porque eu não gosto dessa época do ano. Nunca gostei, pelo menos até onde eu tinha idade pra me lembrar bem. Não vou gostar mais, ao que tudo indica.






Eu gostaria de ter uma família. Deve ser legal. Parece bonito.

26.10.08

minha noite perfeita

Hoje eu tinha o lugar ideal.

Hoje eu queria alguns amigos, não muitos. Eu queria uns três ou quatro, com quem o assunto nunca acaba. Eu queria amigos com os quais eu não tivesse problemas, dos quais eu não sentisse inveja nem ciúmes, que é pra eu não perder o foco. Eu queria amigos dos quais eu não tivesse vergonha. Com os quais eu nunca tivesse imaginado nada além do que ser amigo. Amigos felizes, com quem eu pudesse rir.

Eu queria um lugar, o lugar certo. Uma casa, talvez na praia, talvez no campo. Não tenho certeza se tinha que ser longe da cidade. Mas um lugar onde não tivesse o 'voltar pra casa'. Um lugar onde eu pudesse dormir e acordar no dia seguinte, rindo. Nesse lugar, haveria um quintal, haveria grama. Mas os bichos não iam me incomodar.

Nesse lugar, nessa noite, haveriam estrelas no céu, provavelmente. Teríamos edredons, fofinhos e macios, que colocaríamos sobre a grama. E nos deitaríamos. E conversaríamos e daríamos risadas. Risadas altas. E ninguém ia se incomodar. Talvez cervejas, talvez espumante, talvez coca cola. Teríamos o que beber. Talvez tivéssemos um bolo também, bem melecado e que tivéssemos feito na bagunça da cozinha algumas horas antes.

E ninguém ia querer ir dormir. E só sairíamos de lá quando amanhecesse. E ningém ia saber nem que horas eram. E quando começasse a clarear, depois de ver o sol nascer, iríamos com calma dormir, ainda rindo.

Essa seria a minha noite perfeita hoje.

27.9.08

sobre ser palhaço

Foi uma noite e um dia que pareceram 3.
Foi o dia em que nós, jovens atores, resolvemos sair de São Paulo rumo a uma cidade praiana, determinados a fazer algo que ninguém antes tinha feito: ir até o público desacostumado com aquilo. Ir até o público, e não esperar o público ir até nós.
Foi uma noite e uma madrugada tentando achar o como, tentando aperfeiçoar o que tínhamos tentado com muita cara de pau fazer. Foi uma noite de ensaio, de adaptação.
Foi uma manhã que começou cedo. E que começou com medo. E um medo que passou quando começamos a desejar bom dia, de cara pintada e sendo palhaço.
Foi uma manhã de ouvir as gargalhadas daquele público que não sabíamos exatamente quem seria. E foi muito legal. E acho que eles também se sentiram benvindos.
Foi um intervalo rápido, que prometia ser maior, e que nos pegou no susto.
Foi um começo de tarde em que as pessoas quiseram muito interagir, em que as pessoas quiseram estar próximas do palhaço, que as pessoas quiseram fotografar o palhaço, e dar risada de perto.
Foi uma risada coletiva, daquele pessoal que não está acostumado, mas que se permitiu rir, sem medo.
Foi um fim de tarde agradável, perto de pessoas muito queridas.
Foram elogios espontâneos, cada um ao seu modo.
Foi uma abertura de portas.
Foi muito bom.

13.9.08

Sobre celulares

Celulares, porque, ó deus?

Quando eu era menor, eu adorava pensar em ter o celular da moda. E quando todo mundo já tinha um celular e eu não, nossa! dava uma dor no coração!
Daí eu ganhei meu primeiro celular. Feio.
Não era da moda, mas era menos que os outro, ok.
E então começaram a surgir os coloridos. Lembro que era louca para ter um LG Life, só porque me proporcionaria uns bonequinhos feios e em pixels, mas coloridos.
O tempo passou, surgiram os celulares com câmera. E surgiu o meu primeiro celular com câmera, já um tanto depois das outras pessoas, claro.
E foi então que meu primeiro celular com câmera quebrou. E eu tive que voltar pro antigo, até comprar um novo. Que logo quebrou. E então eu peguei um celular que nem câmera tinha.
Até que eu troquei. Celular legal, câmera, vídeo, bluetooth, mp3, u-hul. Caiu milhares de vezes no chão. E não, eu ainda não terminei de pagar. E então, um dia, sem mais nem menos, ele morreu. Voltei ao velho celular e me sinto uma analfabeta digital, desaprendi a mexer com pouca tecnologia.

Acho que quando a gente evolui, voltar ao básico deixa a gente um pouco desorientado.
Uma vez critiquei um cara que tinha um IPhone porque ele nao conseguia mandar uma mensagem de um celular mais fraquinho. Agora eu entendo, mas não gostaria.

Procuro uma assistência técnica, mas não tenho tempo. Existe assistência técnica delivery?
E aula de baixa tacnologia?

13.7.08

sobre um casamento jovem

Casamento.
A menina com 20 anos, o menino 21.
Diversão. Pros noivos. Pros convidados.
Mas o que me pegou foi o fato de que a média de idade dos convidados era algo perto de 40 anos.
Acho que se eu, na atual metade dos meus 20 anos, me casasse, meus amigos estariam na festa.
Sim, eles estariam.
E agora é importante. Meus amigos, e todos eles, terão que estar no meu casamento, se ele houver.
Todos eles.
De qualquer forma, parabéns aos noivos.
Não é nem "sejam felizes para sempre", é "divirtam-se"...

8.7.08

sobre a violência

Eu não pretendo comentar sobre os policiais que mataram o menino.
Mas é que falaram que ele foi enterrado com a fantasia do homem aranha, e isso sim, foi de partir o coração.

4.7.08

sobre a falta de internet

E então eu não conseguia acessar a internet.
Tentei telefonar, número errado. Madrugada em pânico.
O globinho que mostra que eu estou conectada estava lá, o skype com seu símbolo verdinho. Esperança. Nada.
Algumas horas em vão. Reli históricos, organizei músicas. Boa noite, sem computador, nas férias. É o jeito.

Dia seguinte. Amanheço. Ligo o computador. Nada.
Eis que o jornal do meio dia está informando que a pane é na cidade inteira (e mais tarde descubro eu que se trata do estado). Alívio. "Se eu não estou, pelo menos ninguém está". Um pouco de pena do pessoal que ficou mais de 24 horas na porta da delegacia porque precisava ser testemunha, admito. Mas alívio, ainda assim.

E então, começam a passar as horas. Eu veria um filme. Emprestei todos. Eu arrumaria a casa. Fiz, sobrou tempo.
Abri a porta. Brincar com a filha da vizinha. OK.
Alguns vizinhos lavavam o carro. Talvez ser sociável? Eu, a menina que não sai nunca de casa? Tá. Vou até a escada.

Música que eu não gosto muito, palhaçadas, risadas, ok.
"Vou fazer um café!" "eu quero" "eu quero"

Café pronto. "Entraí, pôe lá açúcar"
A outra vizinha chega com o bolo, a outra com bolachas. E a porta da minha casa vira um café da tarde comunitário. Legal.

Vamos fazer alguma coisa. Tá. O que? "Jogo da vida!" "Nunca joguei" "Pera, vou pegar"
Duas partidas. Milionária, nas duas. Vencedora em uma. Sorte no jogo, sorte no jogo...

E daí então... Bom, vou sair, até o shopping. "Quando voltar chama a gente pra fazer outra coisa, hein?"
O shopping... A portaria deve depender do speedy também. Um moço entregava papelzinho por papelzinho pra cada um que entrava. Outro moço recolhia na saída.
Uma escada rolante não funcionava. "É, sem internet não tem nem escada rolante" Mentira, mas a piada servia. A lan house fechada. Um X na porta, que deve ser de costume, tinha um significado muito maior.

Voltei pra casa. A internet tinha voltado. Agora a conversa com a vizinha passou a ser no computador. MSN. Me chamaram pra tomar um vinho, uns 2 andares pra cima. Não fui. Minha sociabilidade sim, se restringiu ao tempo pelo qual durou a pane. Acho que não sei ser offline. Fiquei no computador.

Não sei se deveria ter feito diferente. Mas fiquei aqui. Talvez aproveitar as férias pra fazer coisas diferentes. Jogo da vida na porta de casa com vizinhos que costumam não conversar comigo.

Bom, hoje, não tem ninguém lá fora. Acho que a internet voltou pra eles também.

Minha foto
T. M.
eu sou tudo o que você encontrar aqui, ou provavelmentte um pouco mais
Visualizar meu perfil completo

Arquivo do blog